sábado, 16 de julho de 2011

Porque evitar homens que amam futebol.

Este é um conselho supremo para as companheiras que ainda não se casaram e estão aí á procura de um exemplar masculino para chamar de seu. Escolher um homem que gosta de futebol pode ser uma aquisição pouco lucrativa. Pois bem, não são todos, existe uma classificação para a importância do esporte nacional na vida de um homem.

Se ele for um torcedor simpatizante, tudo bem ele vai assistir aos jogos mais importantes, mas sem se abalar muito com os resultados, não vai mudar a vida dele, pronto, versão light tem até certo charme. Se for jogador profissional ótimo, se tiver muita sorte e talento, você ganha um marido com ótima forma física e grandes chances de morar no exterior com um saldo bancário invejável.

O risco está em uma categoria específica.
São os que são fanáticos por um time ou dois ou pior, se interessam extremamente por qualquer jogo que seja e ainda tem a certeza que são também ótimos jogadores.
Alerta vermelho!

Dois dias da semana serão sempre uma incógnita na sua vida, quarta-feira e domingo.
São os dias de futebol na TV e o resultado da partida é que determinará o humor e a motivação da criatura.

Há um motivo para um homem gostar tanto de assistir futebol.
Ele se imagina o técnico e naquele momento, sendo o técnico, expressa seu desejo de mandar, de estar no controle. Não importa quantos anos de carreira e sucesso tenha o técnico de verdade, ele é burro, e no lugar dele, ele faria muito melhor.

O juiz sempre é o vilão, quando apita algo que prejudica o seu time é porque ele é ladrão, e também um filho da p@#$%, e o jogo foi comprado! Não importa se ele não tenha cometido um erro sequer, ele nunca vai ser o herói.

Assim são também os jogadores que cometem falta, se foi do time adversário, isso é um absurdo, é futebol não é vale tudo, foi na maldade, não precisava disso. Mas se quem comete a falta é um jogador do time dele e o juiz não puniu, é porque o cara é o cara, ele tinha mesmo que fazer alguma coisa, para tirar o perigo dali. E se o juiz viu, é porque ele é ladrão também, nem foi nada grave, o outro que se jogou, ele foi na bola.

Se há alguma coisa pior do que ouvir todos esses comentários e os gritos de; vai, vai...
Ah não, aí não! É que ele vai fazer tudo isso comendo, no sofá. E quando se levantar para comemorar ou protestar vai derramar tudo á sua volta.

Não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar, ele pode resolver convidar a turma para assistir ao jogo na sua casa, lógico, de galera é mais divertido, o que sobra pra você é a obrigação de providenciar a comida, ir até a geladeira a todo o momento para buscar bebidas e uma pilha de louças sujas na pia no final.

Os dias depois dos jogos também não dão descanso, porque enquanto assiste ao jogo ele está pensando no que vai discutir com os amigos nos dias seguintes, ou se defendendo da derrota ou se gabando da vitória. E aí citarão os títulos, os jogos que venceram de goleada e o assunto se estende. Competindo sempre sem concordar sobre qual é o melhor time, a maior torcida, os melhores artilheiros. E detalhe, a torcida adversária é sempre formada por gays, claro. Você vai ter que aguentar o assunto sem revirar os olhos, tem que demonstrar apoio e interesse.

Se não bastassem esses dois dias em que você perde o cônjuge, ele também pode inventar de jogar um dia da semana, esse dia vai ser sagrado, é um ritual com os amigos, melhor você ficar em casa, não é bonito de se ver, a maioria não joga nada, são barrigudos, quando correm um pouco mais, tem que parar com as mãos nos joelhos para tomar um ar, suados, franzindo a testa com cara de sofrimento.

Chingam, brigam e no final o uniforme e as meias vão para casa, imundos e fedorentos, adivinha quem vai lavar? Fora que a chance de ele quebrar uma perna, ou um braço, levar uma cotovelada ou algo assim, são muito grandes, péssimos jogadores são ótimos em se machucar, quem vai cuidar dele é você, ele vai ficar manhoso e dar muito trabalho e ainda assim não vai aposentar as chuteiras, no sentido literal mesmo.

Fora a lista enorme de artefatos estampados com o emblema do time que ele vai adquirir, para exibir para os amigos, e que não combinam nada com a decoração por sinal; xícara, lençol, almofada, quadro, bandeira... E ele vai ter pelo menos duas camisas oficiais, que custam caro por isso vai pedir de presente pra você. E ao invés de usar outra roupa linda que você comprou, ele vai usar o uniforme do time, que é uma espécie de segunda pele.

Claro que algumas mulheres encaram tudo isso numa boa, talvez até gostem de futebol também, torcem pelo mesmo time, olha que maravilha, mas a grande maioria, assim como eu, tem aversão ao esporte e arrepios de viver assim até que a morte os separe.
Até que a morte os separe é tempo pra caramba...

Bom, se você já disse sim não dá para voltar atrás, não adianta reclamar, você já devia desconfiar das consequências. Mas para as solteiras ainda dá tempo de rever a escolha né?
Eu que me casei com um nerd não tenho esses problemas, tenho outros, mas não vem ao caso, ainda acho que foi a escolha mais sábia.

Aos homens que se enquadram no perfil, me perdoem, não fiz por mal (hahaha), mas eu tinha a obrigação de revelar para a mulherada as letrinhas pequenas do contrato, ao menos agora elas têm o direito da opção. 

Kelly Rodrigues.

7 comentários:

Anônimo soltou o verbo...

Só discordo em um ponto, só a torcida do São Paulo é considerada gay... kkkk
Leandro Almeida

'Glenda Barros soltou o verbo...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Bem esclarecedor, ainda bem que não corro esse risco ai. Investiguei bem antes de adquirir o meu exemplar...kkkkkkkkkk

Carlen Alves soltou o verbo...

Amei o texto kkkkkk, principalmente por ter certeza que meu marido não faz parte dessa classe,rsrsrs......porém, faz parte da classe de capoeiristas kkkkkkk, não sei o que seria pior rrsrsrsrs.....bjs neguita!

Anônimo soltou o verbo...

Casou-se com um Nerd? Rss. Ê Bruno!

Gi Monteiro soltou o verbo...

kkkkkkk fiquei com a dica!

Anônimo soltou o verbo...

To ferrada! Vivo em crise existencial , meu namorado prefere ir jogar esse futebol ridículo que ficar comigo . E o pior e quando se junta com meu pai . Não existe outro assunto =/

Victor Paiva soltou o verbo...
Este comentário foi removido pelo autor.

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