segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O VÍCIO DA ROTINA


Estava com aquela vontade doida de fugir, correndo para qualquer lugar que fosse bem longe de tudo que fazia parte da minha rotina. 

Pensei comigo; não posso perder essa oportunidade...ahhh é agora mesmo que pego minha mala e minha cuia, seja lá o que signifique a cuia nessa história e vou morar na praia. 
De mala, cuia, mudança e tudo que tem direito. Tchau centro-oeste, olá nordeste, tchau cerrado, muito prazer litoral! Tudo é festa, vamos lá...uhuuu!
Tudo bem até aqui, mas o fundo musical alegre murcha de uma vez só;
- Bluuuuurgrlgrlglr....
Gente, o ser humano foi feito para viver numa rotina. Agente precisa, gosta, constrói, depende de uma rotina, e eu não estou dizendo marasmo heim?! Existe uma diferença. 

Falo da segurança que a rotina traz, do controle que temos quando está tudo ou quase tudo no devido lugar, saímos de casa quase fazendo o caminho de olhos fechados, compramos as mesmas coisas, no mesmo lugar, vemos as mesmas pessoas.
Como diz o meu apóstolo, quando gosto de uma coisa, vou com ela até o arrebatamento!
Agente reclama da chatisse que é fazer quase tudo igual, todos os dias, mas posso dizer pra você, que ainda está relutando em concordar comigo, nós gostamos.
Pois bem, não estou murmurando não, cidade linda, estou muito bem resolvida, obrigada Senhor! Mas é muita mudança de uma vez só e me vi assim com um olhar desconfiado, inseguro, igual ao filho que se perde no supermercado:
Onde é que eu tôooo, eu quero minha mãeeee!
O clima é diferente, o horário é diferente, a casa, as pessoas, o trabalho, o sotaque, a comida, hei cadê meu mundo? E aí eu sinto falta do previsível, pelo menos de uma dose pequena que seja.  

Fui á feira comprar farinha, farinha estranha, branquela, cheia de caroço, pelo amor de Deus, torra esse negócio direito e passa uma peneira, eu lá quero comer a farofa e engolir um dente junto?
Queijo minas fresquinho, nunca precisou, aqui é queijo cru, que de fresco não tem nada, eu que me senti uma fresca com a cara que o feirante me olhou.
Pamonha! Pronto, achei uma referência goiana uai.
-Pamonha de quê moço?
-Ôxe, como assim, di milho!
Pois é, aqui não tem "de sal" não, é só "de doce" e também não vem nada dentro não, queijo, lingüiça, frango nadinha é só a massa.
Amendoim cozido...eca, vem naquela casca mole babenta, é cozido mesmo.
Outro absurdo; a coca, não é de 600 é de 500ml pode?
A vogal “e”foi definitivamente aposentada, ou ela vem exageradamente acentuada ou é trocada descaradamente pelo “i”. E eu fico sofrendo já, com o que vão mangar de eu, porque sotaque pega, ah peeegaa, pior do que bocejo. Já até engoli alguns artigos.
Não é o João, é João num sabe, vice?
Não é a roupa da Maria, é a roupa di Maria.
E o sexy é ter bigodão...Paraíba que é charmoso mermo, tem um.
Então gente, resumindo, é bom estar em constante transformação, como pessoas, crescendo tal, é bom mudar algumas coisas na vida, o novo ensina, enriquece. Mas tudo de uma vez, não é moleza não, heim. 
Deus gosta, eu que sei, Ele gosta de colocar agente nessa, porque quando não sabemos o que, como, quando, costumamos humildes, pedir uma mãozinha para o Supremo. 

E aí é com Ele, é o ambiente perfeito para Ele, até deixou escrito, todo todo....”Eis que faço novas todas as coisas”.


Kelly Rodrigues

7 comentários:

'Glenda Barros soltou o verbo...

kkkkkkkkkk...Eu reparei nos teus ultimos emails a mudança de teu vocabulário. Eu amo a minha rotina, deve ta sendo complicado pra ti. Mudou tudo radicalmente, não é tarefa muito fácil não. Mas tu é fera, se adapta ligeirinho...rs
Agora, o amendoim cozido não desce não...ecaaaaa...
beijos lindinhaaa
Sinto falta desse bom humor aqui perto de mim...
aOooooo saudade

Carlen Alves soltou o verbo...

kkkkk... Amei, vc conseguiu expressar tudo em poucas palavras , e está ai algo muito importante, a dependencia de Deus, o dia-a-dia, a rotina muitas vezes nos faz sentir dependentes de nós mesmos, quando na verdade somos totalmente dependentes de Deus...Bjs pra vc neguita!!!! Sodade do cê viu bjsssssss.

Leandro soltou o verbo...

KKKK... tá vendo... pra morar na praia tem que aprender andar sobre as águas...

Estive pensando na mesma coisa sobre o sotaque... jah tô falando quase igual a Nataly quando mudou pra goiânia... kkkk

mais se liga, é assiiim meisxmo mano! tá ligado! num rola nenhum B.O. kkkkkkkkkkk

Abraço!

Anônimo soltou o verbo...

Melissa..

Amei esse texto...
A sua cara nega..
Mas é assim mesmo a gente vai se adapitando aos poucos,e o sotaque pega e como pega..
Eu que o diga quando chegeui do Tocantins era só um tal de "Tu" pra cá "Tu" pra lá,vixi...
Agora:Cê vai,uai ..
Comia farinha de puba,kkkkkk parece um cascalho...
agora só quero aquela que só no Goiás tem...hihi...
Bjooo
Amooo..

Marylya Nahyana soltou o verbo...

kkkkkkkkk pelo menos ai tem pamonha de milho..aqui só de fuba..kkkkk e o povo é humilde e fala engraçado..aqui vc naum sabe se ta com gente certa pq todos falam como se fosse o marginalzão dono do morro principal...kkkk
o bom do novo é ver que o nosso certo pode naum ser taum correto assim..e que há muito mais lá fora do que imaginamos....o novo nos faz ter vontade de ir até o fim do mundo (crescer..entendeu mano...o b.o. ..ir além...conquistar muitos mangos..kkkkk)
amu vc cabeção...
ah naum esquece que net foi feita p isso, fugir de nosso mundo real...então quando cansar dai dar um tur na net...ou viaja mesmo..p k...abraços

Anônimo soltou o verbo...

FABIANA
nega linda...lendo seus textos parece que estou pertinho de vc...sei como foi dificil..mas ja se passou um tempo e ate ai o senhor te abençoouuu demais ne. vc sempre foi controloda e segura do que fazia aqui ne nega, (olha eu com olhar de psiii) , entao fica ainda mais dificil, pois começar tudo no novo, gera muita insegurança...nega vc ja e mais que vitoriosa, mulher cheia de unçao, casal nota 10000 , amamos vcs e estamos na torcida todos os dias. bjos do calil e da ana tbemmm.
Fabiana.

M. Sueli Gallacci soltou o verbo...

Kellynha,

Muito bom seu blog, seus textos, gostei bastante de tudo por aqui!

Vou te confessar que me sinto meio perdida quando saio da minha rotina. Se adaptar a novas situaçõe leva tempo e nem sempre tenho muita paciencia. Aí, me acomodo, não mudo nada, fica só nos planos que vão para a prateleira. rsrs.

Bjo enorme, obrigada pela visita e comentário tão gentis.

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